Dialogando com um poema

Dialogando com um poema

Manoel de Barros em seu poema “Uma didática da Invenção”, ensina ou sugere que “para apalpar as intimidades do mundo, é preciso saber que o esplendor da manhã não se abre com faca”.

Sim! Pura verdade!

Porém é curioso que para tocar a intimidade humana é preciso cortar os preconceitos, cortar a indiferença, as críticas, os julgamentos. Romper com as amarras das crenças limitantes, sejam elas educacionais, culturais, filosóficas ou religiosas e se despir do medo de que o outro irá nos ferir.

E, sim, é rompendo com ataduras passadas e futuras que terá espaço a vulnerabilidade, berço de toda sorte de intimidades.

Contudo, para tocar a intimidade própria ou de outra pessoa há que pedir licença, ser suave e respeitar tudo que o momento requer. Isso só é possível em estado de presença, no agora; não dá para fazê-lo se estiver preso no ontem ou no amanhã. Intimidade requer grande dose de agora.

A intimidade tem portas robustas e delicadas, ao mesmo tempo, que guardam muitos mistérios e se você der a sorte de revelá-los, seja receptivo(a) e acolhedor(a), do contrário, poderá provocar um fechamento ainda maior.

Com a abertura da intimidade, outras possibilidades também surgem, para si e para o outro, a clareza que chega se compara a do sol de meio-dia em dias de céu azul.

Antar Gasha

 

E você, como tem tratado sua intimidade?

Tem lhe dado espaços de abertura?

Você costuma abri-la com a força de uma faca ou com delicadeza?

Você gostaria de falar mais a respeito? Deixe seu comentário.

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